segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Toxoplasmose Felina (Informativo Tecsa)

TOXOPLASMOSE FELINA
 INTRODUÇÃO
A toxoplasmose é uma zoonose de grande importância para a saúde pública, causada peloToxoplasma gondii (figura 1), que é um protozoário coccidío intracelular obrigatório. O gato, hospedeiro definitivo deste parasito, é o principal disseminador deste protozoário que infecta outros animais, como peixes, anfíbios, répteis, aves, cães, ovinos, bovinos, suínos e inclusive os seres humanos, que servem como hospedeiros intermediários. Além do contato direto com as fezes infectadas do gato ou outros felinos, a contaminação pode ocorre através de alimentos contaminados ingeridos crus ou mal cozidos (carnes, embutidos, etc), hortaliças, leite de cabra não pasteurizado, ovos, além da contaminação por transplantes e transfusão sanguínea.
            Os gatos, cada vez mais presentes no cotidiano do homem como animal de estimação são essenciais para a disseminação do Toxoplasma gondii na natureza.  Uma vez que os felinos são os hospedeiros definitivos deste protozoário, por serem os únicos em que o parasita realiza a fase sexuada de seu ciclo de vida com a produção de oocistos que são eliminados nas fezes, pode haver contaminação do meio ambiente e propagação da infecção para os seres humanos e outros animais domésticos.

Figura 1: Toxoplasma gondii
                                                                    Fonte: Retirado do site mundoeducacao
POTENCIAL ZOONÓTICO
                                                                                                             
 Existe uma grande preocupação com o fato das gestantes transmitirem toxoplasmose para o feto, pois o parasita infecta a placenta e, posteriormente, o feto pode apresentar lesões severas como hidrocefalia, calcificações cerebrais, retinocoroidite e desordens convulsivas. Quando do nascimento, crianças aparentemente normais podem futuramente apresentar alterações de retardamento mental, psicomotoras e outras, por cistos latentes reativados devido às alterações hormonais na adolescência.
É importante saber o quanto o gato está envolvido na disseminação e perpetuação do agente na natureza. Esses oocistos são excretados por uma ou duas semanas e para tornarem-se infectantes, devem esporular. Este processo leva de um a cinco dias após a excreção e é dependente da temperatura e umidade, mas podem permanecer viáveis por até dois anos no ambiente. Os gatos defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia, suas fezes são consistentes e, devido a estes fatores, podem permanecer no local por meses.
O ato específico de tocar os gatos é um modo raro de contrair a doença. Em razão de seus cuidadosos hábitos de limpeza, matéria fecal não é encontrada na pelagem de gatos clinicamente normais, reduzindo minimamente a possibilidade de transmissão para seres humanos pelo ato de tocar ou acariciar um gato. Mordidas e arranhões são improváveis vias de transmissão, pois os taquizoítos dificilmente estarão presentes na cavidade oral, saliva e unhas de gatos com infecção ativa ou infecção crônica.

SINAIS CLÍNICOS DA TOXOPLASMOSE EM FELINOS.

Nos gatos, os sinais clínicos são determinados principalmente pelo local e pela extensão dos danos aos órgãos envolvidos. A sintomatologia clínica pode ocorrer na fase aguda, início da infecção e na fase crônica, quando há reativação dos parasitos encistados causados por imunossupressão. Esta deficiência do sistema imune pode ser causada por fatores naturais, como a administração de altas doses de corticosteróides e a infecção pelo vírus da imunodeficiência dos felinos (FIV), vírus da leucemia felina e pelo vírus da peritonite infecciosa felina, que podem reativar a infecção latente resultando em quadros sintomáticos de toxoplasmose.
Os sintomas mais freqüentes da doença no gato incluem a depressão, anorexia, febre seguida por hipotermia, efusão peritoneal, icterícia e dispnéia. A infecção também pode causar uveíte anterior ou posterior, hiperestesia muscular, perda de peso, convulsões, ataxia e diarréia. 
 DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico definitivo da toxoplasmose felina antes da morte pode ser obtido se o microorganismo for demonstrado; contudo, isso é raro, particularmente se a doença for crônica.
Patologia Clínica: No exame hematológico e bioquímico, os parâmetros podem estar anormais em gatos com toxoplasmose sistêmica.  No hemograma as alterações compatíveis são anemia arregenerativa, leucocitose neutrofílica, linfocitose, neutropenia, monocitose e eosinofilia. No exame bioquímico realizado durante a fase aguda da doença, verificam-se alterações como hipoproteinemia e hipoalbunemia. Ainda, os mesmos autores relatam o aumento na alanina aminotransferase (ALT), aspartate aminitransferase (AST) em gatos com necrose no músculo. Há também aumento dos níveis de bilirrubina em gatos que desenvolvem colangio-hepatite e lipidose hepática. Já os animais que desenvolvem pancreatite, podem apresentar aumento da amilase e lipase, além de redução no nível total de cálcio com concentração de albumina normal.
Citologia: Taquizoítos podem ser detectados em vários tecidos e fluidos durante a doença aguda. São comumente encontrados em fluidos peritoneais e torácicos de animais que desenvolveram efusões torácicas e ascite.  Por outro lado, são raramente encontrados no sangue, fluído cerebroespinhal (CSF), aspirados por agulha fina e lavados transtraqueal e broncoalveolar.
Exame parasitológico de fezes : Devido ao fato de que os gatos eliminam oocistos por uma a duas semanas depois da primeira exposição, oocistos são raramente encontrados na exame fecal. Além disso, os gatos não apresentam diarréia durante o período de eliminação dos oocistos. A detecção de oocistos nas fezes de gatos com diarréia sugere toxoplasmose, mas não é um achado definitivo porque as infecções porBernositia darlingi e Hammondia hammondi produzem oocistos morfologicamente similares ao do Toxoplasma gondii.
Sorologia: Os anticorpos específicos contra Toxoplasma gondii podem ser detectados no soro de gatos normais, assim como naqueles com sinais clínicos de doença, de modo que é difícil fazer um diagnóstico da toxoplasmose clínica antes da morte tomando por base esses testes isoladamente. Dos testes séricos, a detecção de anticorpos IgM correlaciona-se melhor com a toxoplasmose clínica. O diagnóstico dessa doença pode ser alcançado pela combinação de demonstração de anticorpos no soro, com a demonstração de altos títulos de IgM ou um aumento de quatro vezes ou mais no  título de IgG, que sugere  infecção ativa ou recente. Para chegar-se a um diagnóstico, o resultado do teste sorológico deve ser avaliado em conjunto com a presença de sinais clínicos da doença atribuíveis à toxoplasmose, exclusão de outras causas e resposta positiva ao tratamento. 
PREVENÇÃO
A prevenção é feita pela restrição do acesso do animal a rua devido à grande possibilidade de adquirir por contágio de outro gato, restringir a alimentação somente com ração para que animal não adquira o hábito de se alimentar fora de casa ou com outro tipo de alimento e todas aquelas outras medidas como higiene e vermifugação.

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