terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Prolapso da Glândula da Terceira Pálpebra. Correção Cirúrgica. Atendimento em Belo Horizonte (RMBH)


O prolapso da glândula da terceira pálpebra é uma síndrome relativamente comum em cães, principalmente filhotes. Também conhecido como "Olho Cereja" ou "Cherry Eyes" devido a "bolinha" vermelha que aparece no canto medial inferior do olho doente. Pode ocorrer em apenas um olho ou nos dois.
Infelizmente não há um colírio que consiga resolver o problema. Massagens na região basicamente mascaram a situação pois "escondem" a glândula para região original, que volta a prolapsar com o tempo.
A recomendação quando ocorre isso será a cirurgia para correção.
Basicamente há duas técnicas cirúrgicas. Uma é feito a remoção da glândula (exerese) e a outra é feito o sepultamento da glândula preservando o tecido e sua função. (técnica de Morgan modificada)
Hoje em dia a recomendação é preservar a glândula para evitar a ceratoconjuntivite seca quando o paciente estiver com idade avançada.
A cirurgia é muito segura, sendo realizada em poucos minutos, onde o paciente volta pra casa no mesmo dia. O pós operatório também é feito em casa utilizando colírios específicos para cicatrização.
Para saber mais detalhes sobre a cirurgia e valores favor telefonar (31)991854941(SMS/whatsApp).

Algumas imagens do procedimento cirúrgico:





link de vídeo da cirurgia com a técnica e Morgan Modificado
https://www.youtube.com/watch?v=ZOazXya5peU

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Limpeza de Tártaro para Cães e Gatos em Belo Horizonte (RMBH)

Limpeza de Tártaro / Profilaxia Bucal / Tartarectomia / Limpeza dos Dentes

Antes
Durante a vida do seu cão ou gato ele irá precisar limpar os dentes de vez em quando para remover as placas de tártaro. Em média deve fazer a limpeza dos dentes uma vez ao ano a partir de 2 anos de idade.

Para a limpeza o paciente deve estar de jejum prévio de +-10 h, será sedado levemente apenas para ficar "quietinho" e permitir usar o aparelho de ultrassom dental. O procedimento demora em média 45 minutos e é praticamente indolor.

Para pacientes acima de 8 anos talvez precise de cuidados especiais para a contenção, como exames prévios e anestesia inalatória.

A tartarectomia é feita normalmente na clínica mas em alguns casos pode-se até fazer em domicílio.


Depois


Valores do Serviço: (Agosto/2016)

Para cães de pequeno porte e gatos com sedação injetável: R$180,00

Para cães de grande porte com sedação injetável: R$230,00

Caso necessite de anestesia inalatória terá acréscimo de R$250,00
Caso se aplique, valores de exames a parte.

Pra facilitar ainda mais sua vida, Serviço de LEVA-E-TRAZ já incluso para pequenos deslocamentos (até 5 km). Consulte valores de taxa de deslocamento para distâncias maiores.

Para agendamento, consultar outros valores ou maiores informações favor ligar para:
Dr. Renato Baltar (Vet em Casa) (31)991854941 - SMS - WhatsApp

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Inseminação Artificial em Cães. Quando Fazer?


O inicio do cio é visto quando há sangramento vaginal e/ou edema na vulva, sendo muito importante ser observado pelo proprietário para programar a data fértil. Estes sintomas duram em média 15 a 20 dias.

O período fértil da cadela é entre o 10° e 15° dias do cio (em média), onde a inseminação deve ser agendada para esta fase.

São realizado três seções de inseminação, no 10°, 12° e 14° dias do cio.
Em cada seção será realizado exame de citologia vaginal da cadela para conferir a data do ciclo estral. Dependendo do tipo de células saberemos se ela está ou não no período fértil.

O sêmen será coletado em todas as seções, por isso o casal deve estar junto no mesmo ambiente. Após coleta será realizado o exame espermograma para verificar a qualidade do macho.
Após a coleta o sêmen será inserido no canal vaginal através de pipeta especial e terá um período de massagem de 10-15 minutos.

Todo o procedimento é indolor, com o tempo de duração total de no máximo 1h. Pode ser realizado em qualquer raça não importando o tamanho ou problema que está impossibilitando o casal cruzar naturalmente.

O serviço pode ser realizado no Bairro Prado (BH-MG) ou em domicílio, com acréscimo de taxa de deslocamento.
Para agendamento, consultar valores ou maiores informações favor ligar para:
 Dr. Renato Baltar (31)991854941 - SMS – WhatsApp

FASES DO CICLO ESTRAL DA CADELA

PRÓ-ESTRO
Edema de vulva
Descarga sanguínea.
A citologia vaginal é predominantemente de células parabasais
COMPORTAMENTO – a cadela é agitada e secreta ferormônios
É agressiva com o macho.
Torna-se mais passiva no começo do estro.

ESTRO
Aumenta o edema de vulva
Descarga vulvar será ligeiramente cor-de-rosa .
Algumas fêmeas terão uma descarga sangrenta no estro que é normal.
Na citologia vaginal haverá uma concentração elevada de células corneificadas.
COMPORTAMENTO – a cadela procura o macho, fica rodeando, levanta a região pélvica, move a cauda para o lado e aceita a cópula.
É nesta fase que se faz a inseminação artificial

METAESTRO
Diminuição do edema vulvar
Não apresenta descarga vulvar
A citologia vaginal não apresenta células queratinizadas e apresenta células brancas do sangue em grande quantidade.
COMPORTAMENTO: Não aceita o macho

ANESTRO
Período de inatividade ovariana
Nenhuma descarga vaginal

Retorno ao cio por volta dos 4 a 6 meses

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Hormônioterapia em Pequenos Animais - fonte UFRGS

Neste arquivo em PDF produzido pela UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) contem informações muito úteis sobre tratamento hormonal para cães e gatos.
Tem foco principal a área reprodutiva (endocrinologia da reprodução)

Fonte: http://www.ufrgs.br/lacvet/restrito/pdf/hormonioterapia_peq.pdf

Este post é dedicado aos veterinários. Se você não é da área por favor não faça "besteira" medicando seu bichano sem acompanhamento profissional. Obrigado!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Toxoplasmose Felina (Informativo Tecsa)

TOXOPLASMOSE FELINA
 INTRODUÇÃO
A toxoplasmose é uma zoonose de grande importância para a saúde pública, causada peloToxoplasma gondii (figura 1), que é um protozoário coccidío intracelular obrigatório. O gato, hospedeiro definitivo deste parasito, é o principal disseminador deste protozoário que infecta outros animais, como peixes, anfíbios, répteis, aves, cães, ovinos, bovinos, suínos e inclusive os seres humanos, que servem como hospedeiros intermediários. Além do contato direto com as fezes infectadas do gato ou outros felinos, a contaminação pode ocorre através de alimentos contaminados ingeridos crus ou mal cozidos (carnes, embutidos, etc), hortaliças, leite de cabra não pasteurizado, ovos, além da contaminação por transplantes e transfusão sanguínea.
            Os gatos, cada vez mais presentes no cotidiano do homem como animal de estimação são essenciais para a disseminação do Toxoplasma gondii na natureza.  Uma vez que os felinos são os hospedeiros definitivos deste protozoário, por serem os únicos em que o parasita realiza a fase sexuada de seu ciclo de vida com a produção de oocistos que são eliminados nas fezes, pode haver contaminação do meio ambiente e propagação da infecção para os seres humanos e outros animais domésticos.

Figura 1: Toxoplasma gondii
                                                                    Fonte: Retirado do site mundoeducacao
POTENCIAL ZOONÓTICO
                                                                                                             
 Existe uma grande preocupação com o fato das gestantes transmitirem toxoplasmose para o feto, pois o parasita infecta a placenta e, posteriormente, o feto pode apresentar lesões severas como hidrocefalia, calcificações cerebrais, retinocoroidite e desordens convulsivas. Quando do nascimento, crianças aparentemente normais podem futuramente apresentar alterações de retardamento mental, psicomotoras e outras, por cistos latentes reativados devido às alterações hormonais na adolescência.
É importante saber o quanto o gato está envolvido na disseminação e perpetuação do agente na natureza. Esses oocistos são excretados por uma ou duas semanas e para tornarem-se infectantes, devem esporular. Este processo leva de um a cinco dias após a excreção e é dependente da temperatura e umidade, mas podem permanecer viáveis por até dois anos no ambiente. Os gatos defecam e enterram suas fezes em terra fofa ou areia, suas fezes são consistentes e, devido a estes fatores, podem permanecer no local por meses.
O ato específico de tocar os gatos é um modo raro de contrair a doença. Em razão de seus cuidadosos hábitos de limpeza, matéria fecal não é encontrada na pelagem de gatos clinicamente normais, reduzindo minimamente a possibilidade de transmissão para seres humanos pelo ato de tocar ou acariciar um gato. Mordidas e arranhões são improváveis vias de transmissão, pois os taquizoítos dificilmente estarão presentes na cavidade oral, saliva e unhas de gatos com infecção ativa ou infecção crônica.

SINAIS CLÍNICOS DA TOXOPLASMOSE EM FELINOS.

Nos gatos, os sinais clínicos são determinados principalmente pelo local e pela extensão dos danos aos órgãos envolvidos. A sintomatologia clínica pode ocorrer na fase aguda, início da infecção e na fase crônica, quando há reativação dos parasitos encistados causados por imunossupressão. Esta deficiência do sistema imune pode ser causada por fatores naturais, como a administração de altas doses de corticosteróides e a infecção pelo vírus da imunodeficiência dos felinos (FIV), vírus da leucemia felina e pelo vírus da peritonite infecciosa felina, que podem reativar a infecção latente resultando em quadros sintomáticos de toxoplasmose.
Os sintomas mais freqüentes da doença no gato incluem a depressão, anorexia, febre seguida por hipotermia, efusão peritoneal, icterícia e dispnéia. A infecção também pode causar uveíte anterior ou posterior, hiperestesia muscular, perda de peso, convulsões, ataxia e diarréia. 
 DIAGNÓSTICO
 O diagnóstico definitivo da toxoplasmose felina antes da morte pode ser obtido se o microorganismo for demonstrado; contudo, isso é raro, particularmente se a doença for crônica.
Patologia Clínica: No exame hematológico e bioquímico, os parâmetros podem estar anormais em gatos com toxoplasmose sistêmica.  No hemograma as alterações compatíveis são anemia arregenerativa, leucocitose neutrofílica, linfocitose, neutropenia, monocitose e eosinofilia. No exame bioquímico realizado durante a fase aguda da doença, verificam-se alterações como hipoproteinemia e hipoalbunemia. Ainda, os mesmos autores relatam o aumento na alanina aminotransferase (ALT), aspartate aminitransferase (AST) em gatos com necrose no músculo. Há também aumento dos níveis de bilirrubina em gatos que desenvolvem colangio-hepatite e lipidose hepática. Já os animais que desenvolvem pancreatite, podem apresentar aumento da amilase e lipase, além de redução no nível total de cálcio com concentração de albumina normal.
Citologia: Taquizoítos podem ser detectados em vários tecidos e fluidos durante a doença aguda. São comumente encontrados em fluidos peritoneais e torácicos de animais que desenvolveram efusões torácicas e ascite.  Por outro lado, são raramente encontrados no sangue, fluído cerebroespinhal (CSF), aspirados por agulha fina e lavados transtraqueal e broncoalveolar.
Exame parasitológico de fezes : Devido ao fato de que os gatos eliminam oocistos por uma a duas semanas depois da primeira exposição, oocistos são raramente encontrados na exame fecal. Além disso, os gatos não apresentam diarréia durante o período de eliminação dos oocistos. A detecção de oocistos nas fezes de gatos com diarréia sugere toxoplasmose, mas não é um achado definitivo porque as infecções porBernositia darlingi e Hammondia hammondi produzem oocistos morfologicamente similares ao do Toxoplasma gondii.
Sorologia: Os anticorpos específicos contra Toxoplasma gondii podem ser detectados no soro de gatos normais, assim como naqueles com sinais clínicos de doença, de modo que é difícil fazer um diagnóstico da toxoplasmose clínica antes da morte tomando por base esses testes isoladamente. Dos testes séricos, a detecção de anticorpos IgM correlaciona-se melhor com a toxoplasmose clínica. O diagnóstico dessa doença pode ser alcançado pela combinação de demonstração de anticorpos no soro, com a demonstração de altos títulos de IgM ou um aumento de quatro vezes ou mais no  título de IgG, que sugere  infecção ativa ou recente. Para chegar-se a um diagnóstico, o resultado do teste sorológico deve ser avaliado em conjunto com a presença de sinais clínicos da doença atribuíveis à toxoplasmose, exclusão de outras causas e resposta positiva ao tratamento. 
PREVENÇÃO
A prevenção é feita pela restrição do acesso do animal a rua devido à grande possibilidade de adquirir por contágio de outro gato, restringir a alimentação somente com ração para que animal não adquira o hábito de se alimentar fora de casa ou com outro tipo de alimento e todas aquelas outras medidas como higiene e vermifugação.

EQUIPE DE VETERINÁRIOS - TECSA Laboratórios

Primeiro Lab. Veterinário certificado ISO9001 da

América Latina. Credenciado no MAPA.

PABX: (31) 3281-0500 (31) 3281-0500 ou 0300 313-4008

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RT - Dr. Luiz Eduardo Ristow CRMV MG 3708

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Panleucopenia Felina (Informativo Tecsa)

 
PANLEUCOPENIA FELINA
 
INTRODUÇÃO:
 
panleucopenia felina, também conhecida como laringoenterite contagiosa ou agranulocitose infecciosa, é uma doença viral que acomete exclusivamente felinos.  Ela é causada por um vírus pertencente à família Parvoviridae, sendo classificado como parvovírus felino. Este vírus é encontrado em todo o ambiente e é altamente contagioso. Seu reservatório são os próprios gatos, sendo transmitido através do contato direto entre animais doentes e susceptíveis, por meio de alimentos, água contaminada, excretas, vômito e também por aerossóis, em casos de comprometimento do trato respiratório. Outro modo de transmissão se dá através de ectoparasitas infectados.
Não há uma preferência por idade ou sexo, no entanto, o vírus infecta e manifesta-se principalmente em gatos jovens, entre 1 e 2 meses até 1 ano de idade, sendo rara sua ocorrência em animais adultos. A maioria das infecções é subclínica, pois 75% dos gatos não vacinados têm anticorpos ao chegar a 1 ano de vida
 
 
Gatos podem contrair a panleucopenia felina durante brigas, devido às mordidas.
 
PATOGENIA:
Este vírus se multiplica em células que estão em divisão ativa, sendo assim, a infecção ocorre em tecidos que possuem alta taxa mitótica. Em animais mais velhos, a infecção ocorre mais intensamente no tecido linfático, medula óssea e criptas da mucosa intestinal. Nos casos de infecção pré-natal tardia ou neonatal precoce, afeta tecido linfático, medula óssea e pode afetar também sistema nervoso central, retina e nervo óptico.
 
Infecção In Útero
Transtornos reprodutivos na gata: morte fetal com reabsorção, infertilidade, aborto e fetos mumificados. Os gatinhos podem conter o vírus subclinicamente por 8 a 9 semanas.
 
Infecção no Sistema Nervoso Central
Só são susceptíveis os animais que sofrem a infecção no estágio pré-natal ou neonatal cedo. Lesão cerebelar é a mais comum, pois o cerebelo desenvolve-se mais tarde, no final da gestação e no início do período neonatal. O vírus interfere com o desenvolvimento do córtex cerebelar e o cerebelo pode ser afetado se a infecção ocorrer até o nono dia de vida. Podem haver lesões na medula espinhal e cérebro, cursando com hidrocefalia e hidranencefalia. Também pode afetar a retina e o nervo óptico.
 
Infecção Sistêmica
A proliferação das células intestinais é maior na presença de bactérias e seus metabólitos, por isso a infecção é menos severa em animais gnotobióticos (ausência de flora intestinal ou flora conhecida). Ocorre viremia plasmática entre 2 e 7 dias pós-infecção, disseminando o vírus para todos os tecidos, sendo infectados aqueles com maior taxa mitótica. Primeiro há necrose linfática, seguida de proliferação e degeneração e involução tímica. Com isso diminui a resposta de linfócitos T citotóxicos, mas não dos B. Os sobreviventes desenvolvem altas taxas de anticorpos, aproximadamente 7 dias pós-infecção, baixando a viremia. As lesões são menos severas no cólon, onde a taxa mitótica é menor. O Jejuno e o íleo são mais afetados que o duodeno, pois têm maior população bacteriana. O dano é maior às células em alta taxa mitótica, nas partes profundas das criptas. As células absortivas diferenciadas dos topos dos vilos não são afetadas. Produz-se diarréia por mal-absorção e hipersecreção. A ocorrência de infecção secundária pela própria flora é usual. Endotoxemia por bactérias Gram negativas com ou sem bacteremia também é comum.
 
SINAIS CLÍNICOS:
Há mais gatos infectados do que com sinais clínicos, devido ao alto nível populacional de anticorpos. Casos, subclínicos, que ocorrem geralmente em gatos mais velhos, usualmente não são detectados. Gatinhos não vacinados apresentam sinais severos, com as maiores taxas de mortalidade e morbidade entre 3 e 5 meses. Febre (40°C a 41,6°C), depressão e anorexia, desidratação extrema (figura 1) são comuns (às vezes o gato fica agachado com a cabeça sobre o pote d’água). Alguns autores mencionam a “posição de panleucopenia” onde o gato tende a ficar com a parte anterior do corpo num plano inferior à posterior, com os quartos traseiros mais erguidos em direção aos dianteiros, na tentativa de amenizar a dor abdominal. Na palpação abdominal encontramos alças espessadas, como cordas, e observa-se desconforto. Geralmente há linfadenomegalia mesentérica, enquanto que linfonodos periféricos não costumam estar aumentados.
 
Figura 1: Desidratação
 
Em infecções complicadas, pode haver ulcerações bucais, diarréia sanguinolenta (figura 2) e icterícia. A desnutrição severa com anorexia associada à intensa desidratação podem levar a um estado semi-comatoso e com hipotermia nos estágios terminais da doença. Geralmente recuperam-se animais que sobreviveram a mais de 5 dias de doença sem complicações, porém pode levar várias semanas. Gatas infectadas durante a prenhez podem apresentar aborto de fetos mortos, às vezes mumificados, e infertilidade, mas não apresentam sinais clínicos gastrintestinais. Alguns gatinhos podem nascer com ataxia, incoordenação, tremores e estado mental normal, típicos de doença cerebelar. Caminham com movimentos amplos (hipermetria), caem freqüentemente para os lados e têm tremores de cabeça. Os sinais de tremores desaparecem durante o sono. Nem todos os gatinhos são afetados ou apresentam os sinais na mesma intensidade. Casos neurológicos geralmente demonstram lesões retinais fúndicas.
 
Figura 2: Diarréia hemorrágica.
 
DIAGNÓSTICO CLÍNICO-LABORATORIAL:
Associam-se, para diagnóstico, os sinais clínicos + leucopenia + detecção de antígenos do vírus. Os leucócitos podem chegar a 50 – 3000 céls / mm3, do quarto ao sexto dia de doença. Tal leucopenia não ocorre em todos os casos, sendo a neutropenia mais importante que a linfopenia. A elevação da leucopoiese indica melhora no prognóstico. Pode haver confusão com salmonelose aguda, pois também cursa com severa leucopenia. Diferencia-se pela cultura fecal das bactérias. É incomum haver anemia, devido à longa vida dos eritrócitos, a menos que haja severa hemorragia intestinal. Anemia arregenerativa persistente e leucopenia são mais sugestivos de leucemia viral. A trombocitopenia é variável (mais presente se houver CID), mas pode ocorrer devido à lesão de medula óssea, no início da infecção. Provas bioquímicas não são específicas: em casos de lesão hepática, costuma haver elevação leve a moderada de ALT, AST e bilirrubina.
A DETECÇÃO DE ANTÍGENOS DE VÍRUS DA PANLEUCOPENIA FELINA EM FEZES DE GATOS É O EXAME MAIS INDICADO PARA A CONCLUSÃO DO DIAGNÓSTICO.

PROFILAXIA:
A vacinação é a maneira mais eficaz na prevenção da Panleucopenia Felina.Títulos de anticorpos maternos acima de 1:10 neutralizam a vacina, entre 1:10 e 1:30, a vacina não é eficaz, porém os gatinhos são suscetíveis à doença. Vacinas podem ser feitas com 12 semanas sem risco de neutralização pelos anticorpos maternos. Após recuperação da doença, a imunidade é vitalícia. Soro hiperimune mantém títulos de anticorpos por 2 a 4 semanas. Utilizar só em gatinhos não vacinados e expostos a animais doentes ou ambientes contaminados. Ambas vacinas, atenuadas e inativadas, são eficazes. As inativadas são seguras em fêmeas prenhes e gatinhos com menos de 4 semanas.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Inseminação Artificial para Cães em Belo Horizonte (RMBH)

A inseminação artificial muitas vezes é necessária para concretizar um cruzamento. São vários os motivos que levam a precisar do procedimento. As vezes o macho é pouco experiente, as vezes a fêmea é muito medrosa ou arredia. Tem raças com mais dificuldade para montar, principalmente o Bulldog Inglês. A maioria dos meus clientes rotineiros são casais de bulldogs.

-Ok, preciso de uma ajuda pra cruzar meu cão, o que devo fazer?

O serviço é feito através de agendamento prévio, onde é calculado o melhor dia baseado no início do cio da fêmea (sangramento e edema vaginal).
São três seções de inseminação, geralmente no décimo (10°), décimo segundo(12°) e décimo quarto(14°) dias. Estas datas são apenas uma média, por isso é importante agendar antes pra fazer o melhor calculo possível e também orientações sobre o comportamento da cadela que ajudam muito pra definir os dias ideais.
 A inseminação artificial neste caso é com sêmen fresco, onde não há congelamento, mantendo a melhor qualidade possível do líquido.
No meu atendimento, em cada seção são feitos a citologia vaginal e o espermograma simples, pois eu levo o microscópio para exame na hora, com isso temos muito mais chance de sucesso do cruzamento.
Para saber quanto custa cada seção e mais detalhes, fique a vontade em comunicar.
e-mail: renatobaltar@hotmail.com (31)91854941, SMS, WhatsApp.
Atendo em Belo Horizonte e Região Metropolitana